Pensava sempre,
no certo, no errado, na vida, na morte, no amor, no ódio, na loucura, na lucidez, na família, nos amigos, sentava comigo mesmo, acendia um cigarro, e pensava: "porra, mas e agora?".
Continuo pensando.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Literatura Junkie Pride

" - Aaaargh, que gosto de bosta! ", havia acabado de abrir os olhos, meus olhos ardiam por causa de uma luz nojenta que estava parecendo fritar minha retina, parecia que tubarões nadavam em meu estômago enquanto mastigavam meus rins, pensei seriamente que havia morrido, claro que sempre pelas manhãs eu acho que estou morto, ou pelo menos muito de ressaca, o que dá quase na mesma, ainda estava tonto por causa do sono, pensei na noite anterior e me veio a mente a visão de uma pessoa vomitando e depois desmaiando, devia ser eu, não sei, esses malditos 'flashs' de pensamentos, sempre sou uma alma penada que fica observando tudo pelas costas de algum bêbado infeliz, " - Acordar de ressaca é sempre foda." não consigo me acostumar, toda vez é o mesmo sofrimento, dor, agonia, vontade de morrer. (antes que pensem nisso, eu nao tenho vontade de morrer.) " - Bom, continuando...onde eu estava mesmo...?Ah, sim eu achava que estava morto, pois bem..." Ainda meio tonto e louco, movi as pernas para forá da cama, " - ou sofá, não estou lembrado agora o que era, que seja," tentando alcançar o chão, maldita anfetamina, por mais que tentasse eu nunca chegava ao chão, meus pés pareciam sempre estar flutuando, ou até mesmo não sentia os pés, quando finalmente consigo me manter em pé e a luz nojenta parece diminuir, exergo uma mensagem do outro lado do quarto, escrito com o que parecia batom, "Sai para comprar cigarros, tem vinho na geladeira.", não me veio nada a cabeça, não sabia quem havia escrito aquelas palavras, mais sabia que tinha vinho na geladeira e havia me lembrado que ainda tinha um cigarro para queimar, " - Uma ressaca nunca melhora, sem cigarros." " - como disse senhor?" "aaah, nada, nada, vamos continuar..." estava lá sentado em uma cadeira muito desconfortável desejando que um avião caisse sobre minha cabeça, tomando um vinho barato e apreciando meu ultimo cigarro, pena não ter me lembrado da noite passada, concerteza iria ser algo bem engraçado para contar a minha mulher, " - afinal, onde ela está?"
"quem, sua mulher? foi comprar cigarros não?" " - Já dizia Bukowski; Ninguém nunca mais a viu, sempre que perguntavam ele dizia, "Ela saiu para comprar cigarros. Ou algo assim."

odeio títular

Eu não tenho mais sonhos, nunca os tive na verdade, sonhos vêm de um mundo distante. " - Mais porra, minha mente sempre está em um constante mundo distante." não será a mesma coisa, tudo que aparece agora na minha frente tem um fundo negro, " -totalmente negro, penumbra, vazio, NADA, você já esteve la? Não? Há é um lugar estranho, nunca vejo nada por lá."
Eu costumava ter sonhos, sabe aqueles com várias luzes, pessoas estranhas, porcos que voam, sabe toda aquela fantasia psicodélica que gira em torno de qualquer sonhos de qualquer pessoa comum.
" - Sumiram, não os vejo mais, nunca mais, ainda sim sei que estou em um mundo distante, como é possível, alguma coisa quer dizer! eu digo, deveria dizer, poderia dizer."
Onde está a velha luz que fica no final do túnel? O caminho da salvação após percorrer o silêncio agoniante do vazio? Nuca os vejo, nunca mais, me falaram que iria ter uma luz, não há vejo.
" - Estranho, esse caminho parece mais longo do que antes, por que? "
Me senti muito leve naquele momento e por mais que tentasse lembrar o que havia tomado só enxergava as 4 garrafas de vinho e algumas pílulas para a dor, " - Ah, A dor! ", estava realmente leve, muito leve, não sei, acho que estava voando, talvez, estranho, o caminho não acaba, nunca, nao os vejo, o fim, o céu, salvação? luz.